MOMENTO DA POESIA

E o verbo se fez - Júlio César Bertoso

Campo Grande/MS 17/02/2010

 

Sempre quis soltar o verbo

Mas o verbo me deu uma rasteira

Perdi um pouco do compasso

Descompassado meti os pés pelas mãos

Não soube controlar minha língua afiada

 

Do que me importa?!

Dei a minha cara a tapa

Entrando onde achava que não devia

Sempre me reprimi

Por certas vezes não me deixei viver

 

Começaram a me julgar

Passaram a não me reconhecer

E eu também não a mim mesmo

Perdi um pouco do tom

Escolhi isso como forma de defesa

É muito fácil julgar

E não ver seu próprio erro

 

Sempre quis soltar o verbo

Mas não tinha feito por medo

O verbo se voltou contra mim

 

Mas, do que me importa?!

Eu não soltei o verbo

Ele se soltou de mim.

sábado 06 março 2010 20:29 , em MOMENTO DA POESIA


Especial aniversário - A magia de viver

Blog de opiniaocerteira :OPINIÃO CERTEIRA ® - BLOGANDO POR AÍ! DESPEDIDA, Especial aniversário - A magia de viver

Gostaria aqui de agradecer a todos vocês que estão sempre ligadinhos aqui no opinião certeira e dizer que sou muito grato aos que me ajudam nessa longa caminhada e o motivo de hoje está escrevendo livre de todas as opiniões possíveis e cabíveis é em comemoração e agradecimento por um ano de vida que completarei no dia 27 de abril.

Sou muito feliz por ter em minha vida pessoas maravilhosas que para onde eu for não importando as circunstancias levo no meu coração e feliz também porque por onde eu ande encontro pessoas especiais, e isso aconteceu aqui em Campo Grande, local onde resido atualmente.

Não sou perfeito como muitos imaginam, tenho meus pecados, não sou tão fraco como muitos insistem em afirmar, e nem uma rocha como muitos fazem imagem de mim.

Sou apenas humano, com minhas limitações, com meus preconceitos, com minhas paranóias, mas também com minhas alegrias, minhas idéias, com meu pensamento no próximo, sei reconhecer quando estou errado, às vezes sou resistente, ou cabeça dura como me chamam. Já decepcionei e também já fui decepcionado, afinal quem quer viver, vai experimentar os mais diversos sentimentos e também fazer os outros sentirem. Eu escolhi viver

 Afinal, sou feliz e me admiro por seu eu.

Júlio César Bertoso de Lima

domingo 25 abril 2010 16:56 , em MOMENTO DA POESIA


Momento da Poesia - Glauber Andrade

NÓIS

Glauber Andrade

 

Nóis,

Nóis é nóis

Depois de nóis

Junta nóis

E é

Nóis de novo

 

 

A VIDA EM DOIS DIAS

Glauber Andrade

 

Hoje não somos

Mas, amanhã seremos.

E amanhã pela manhã

Lembraremos desse momento hoje vivido

E diremos:

Ontem não era

Hoje eu sou.

 

* Glauber Andrade é acadêmico do 4º semestre do curso de Fisioterapia do Centro Universitário de Campo Grande – Mato Grosso do Sul

 

 

domingo 11 abril 2010 18:10 , em MOMENTO DA POESIA


Independe

Depois de muito tempo sem escrever, Deus me deu inspiração novamente, isso acontece na vida de um escritor, épocas de total falta de produção, alternada com épocas de produção em excesso, espero que todos gostem e em breve publicarei mais.

Independência e liberdade

São apenas duas palavras

Que ao mesmo tempo podem mudar

Radicalmente a vida de uma pessoa

 

Independência e liberdade

Tão bonitas de serem faladas

Mas difíceis também de serem vividas e conquistadas

Na verdade, nem sei se isso é possível completamente

 

Sempre vislumbrei a minha liberdade

Sempre quis ser independente

Quando o mundo abriu as portas para mim

Vi que de tudo que esperava acontecer

Nem tudo virou realidade

Porque simplesmente não existe

 

Pode ser também porque projetei

Algo maior do que a realidade

Podia oferecer

 

Pensando bem

Acho que o mundo não abriu as portas para mim

No momento que achava certo.

Talvez num momento de intemperança

Fui lá e arrombei a porta mesmo

 

Independência e liberdade

São quase sinônimas

E muitos forçam para consegui-la

E se decepcionam.

Nem tudo está perdido

Milhares são felizes com a vida que tem

E com o que podem conseguir 

 

 

Independência e liberdade

Quando será que elas deixarão

De serem apenas palavras

E se tornarão verdade?

 

Acredito que quando o que espero

Não vier do mundo e sim de mim.

sábado 27 fevereiro 2010 19:36 , em MOMENTO DA POESIA


Momento da poesia: Toc... Toc... Toc

Francisco das Chagas de Sousa *

         Recém separado, morava na rua são José, 1º andar. Era companheiro de apartamento do professor Flávio, colega de faculdade que me amparou, naquele momento difícil. Moramos juntos uns seis meses, cada um no seu quarto, claro. Diariamente era acordado por um toc...toc...toc,vindo do apartamento do 2º andar. Era surpreendente, todos os dias no mesmo horário, da mesma forma. Toc...toc...toc e descia escada abaixo. Depois de vários dias ouvindo o mesmo  toc...toc...toc e, claro, acompanhando com o subconsciente. Naquela oportunidade imaginava coisas, pessoas, etc. Aquilo, o toc...toc...toc me incomodava e chamava a atenção, acompanhava diariamente o toc...toc...toc, inclusive sua descida. Já estava se transformando em uma doença, a curiosidade era grande. Queria saber quem era, o que fazia, como era. Todos os dias, dia após dia, lá estava o toc...toc...toc e as minhas imaginações. Resolvi então acompanhar com mais atenção o toc...toc...toc e inclusive a sua descida e a passagem pela minha porta, faltava-me coragem de abrir a porta, voltava então as imaginações, vi uma mulher elegante, bonita, com passos de modelo, apesar de apressados, vi com desconfiança passos mais firmes, apesar de afeminados. Busquei coragem, mas não consegui, tinha medo da decepção. Os meses se passaram, Flávio casou, fui morar com outro amigo, o Cícero e ficaram somente as imaginações do toc...toc...toc. Era 2004.

                                               Picos (PI), 14 de Julho de 2009.

*É professor e jornalista. Presidente da Academia de Letras da Região de Picos-ALERP.

domingo 22 novembro 2009 16:59 , em MOMENTO DA POESIA


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