Campo Grande/MS 17/02/2010
Sempre quis soltar o verbo
Mas o verbo me deu uma rasteira
Perdi um pouco do compasso
Descompassado meti os pés pelas mãos
Não soube controlar minha língua afiada
Do que me importa?!
Dei a minha cara a tapa
Entrando onde achava que não devia
Sempre me reprimi
Por certas vezes não me deixei viver
Começaram a me julgar
Passaram a não me reconhecer
E eu também não a mim mesmo
Perdi um pouco do tom
Escolhi isso como forma de defesa
É muito fácil julgar
E não ver seu próprio erro
Sempre quis soltar o verbo
Mas não tinha feito por medo
O verbo se voltou contra mim
Mas, do que me importa?!
Eu não soltei o verbo
Ele se soltou de mim.















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