O verão nem sempre é sinônimo de sol, praia, mar e diversão e principalmente no começo do ano para muitas pessoas essa estação é significado de rodo na mão, vassoura, mangueira, como também de perda, tragédia, morte, deslizamentos e muita, muita chuva.
Tem sido assim nesse começo de 2011, com um verão bastante chuvoso em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e voltamos no tempo para a virada do ano de 2009 para 2010 quando várias pessoas morreram em Angra dos Reis (RJ), vítimas de desabamentos e deslizamentos de terra em decorrência das fortes chuvas que caíram naquela região. Como se vê janeiro é um mês bastante chuvoso e muitos estudiosos dizem que a precipitação que caiu esse ano não está muito fora das médias de anos anteriores.
O que tem de diferente desse para os outros anos é a dimensão que a tragédia tomou principalmente na região serrana do Rio de Janeiro, são cenas difíceis de acreditar, ainda mais com a quantidade de mortos, nessa que já é considerada a maior tragédia causada por fenômenos da natureza no Brasil, com quase 700 mortos confirmados e os números não param de crescer pois muitas cidades ainda estão cobertas por metros de lama e o resgate e as buscas ainda não chegaram em muitas localidades.
Como sempre quem mais sofre são as pessoas mais humildes, que moram nas encostas, nas margens de rios, áreas consideradas de risco, e nesse caso de agora, além de perderem bens matérias e familiares, muitos perderam o mais importante: a dignidade.
Começa ano, termina ano, entra e sai governo, e o problema nunca é solucionado, e lógico que o governo tem sua parcela de culpa por fazer obras deficitárias de drenagem, escoamento das águas, de planejamento urbano, para isso é que serviria o tal do Plano Diretor das Cidades.
Também não adianta colocar a culpa em "São Pedro" ou "Deus" por mandar chuva de "montão", a verdade é que o homem invadiu o espaço da água, as margens dos rios e não se programou ou visualizou as conseqüências que essa ocupação traria. E muitas dessas tragédias não são culpa de ninguém, são apenas respostas da natureza.
Enfim nos resta esperar que os governantes não esperem morrer mais 500 pessoas para começar a agir, e que encontrem medidas e ajustes consistentes contra as enchentes e as ocupações irregulares, já que a chuva é natural e não vai parar e a água tem que correr para algum lugar.












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